Ainda não há muito tempo, para escrever sobre desejo, escreveria sobre viagens, sexo e outras escapadelas menos lícitas. Mas, com o nó que anda a ser dado ao Mundo, vejo-me altruísta mesmo na intimidade dos sonhos, com as entranhas mais próximas da sorte dos outros.
Como se de repente, sentisse o que apenas só tinha sabido até aqui. Estamos todos ligados.
Não se pode ser feliz no meio da tristeza, não se construi felicidade em cima da dor.
Gaza, orgasmo, Kiev, exctasy, Minneapolis, pastel de natal, bairro do Talude, Radiohead… vivemos vidas sem sentido, nada pode ser pleno e florescer na sua totalidade. Como ainda nos aguentamos em equilíbrio em cima da corda, se nenhum de nós é funâmbulo?
Escrevi este texto para responder ao desafio do grupo Largo desta semana.
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