18.6.12

Hiperrealismo


Sábado à noite passado em casa, que para acalmar as febres do Travolta, há já algum tempo que descobri o equivalente francês ao ben-u-ron. Chama-se doliprane e encontra-se em todas as farmácias. Várias dosagens.
Noite de sábado e corro à volta da mesa do jantar, atrás de Poncahontas junior, eu mesma com penas na cabeça a encarnar na perfeição o personagem
Ugh ! 
Quando penso que antigamente andava na cowboyada...
O meu filho está perdido de riso com a cena.
E aquele olhar. O olhar do final de Verão de 2002 outra vez nos olhos do meu namorado. 
...
Et ça me fait quelque chose.

Não sei o que me choca mais.
Se achar-me aos 37 anos uma parva ou ainda surpreender este olhar 10 anos, dois recém-nascidos e tanta água a correr, depois.
Debrucémo-nos, pois, nesta Edith Piaf revisitada e comunguemos a tudo o que nos surpreende e julgámos não ser possível.
Aproveitemos e agradeçamos a este casal por não me ter batido, quando lhes tirei esta foto sem lhes pedir autorização.




E se o hiperrealismo nos chegar embrulhado em papel rosa bom-bom ?
Embrulha ? Desembrulha ?

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