17.2.11

Atirem-me tomates com jeitinho !

Estava eu em Buñol, a assistir a um concerto de música tradicional, numa quarta feira de um escaldante mês de Agosto de 1945 (sim, estou muito bem conservada), quando o meu vizinho do lado me sussurra ao ouvido num espanhol cerradíssimo, mas compreensível a ouvidos portugueses, treinados a ouvir de tudo : "Los hombres son de marte, las mujeres son de venus".
Aquilo irritou-me, fiquei possessa. Lembrei-me de uma conversa antiga sobre macacos e educação e fatalismo e gritei-lhe aos ouvidos : "Ninguém nasce mulher: torna-se mulher !"* e deixe-me em paz mais a sua prepotência masculina, mais o seu simplicismo tendêncioso, que um dia me colocará numa posição de topo, a fazer a mesma coisa que um colega masculino, mas no equilíbrio de saltos altos e de uma noite mal dormida por causa dos bébés, e a ganhar metade.
O meu azar foi que ao lado havia uma bancada de legumes, e o espanhol, que não sabia argumentar de outra forma, zunga ! Esmaga um tomatão de uma mão e atira-mo. Ainda tento desviar-me, mas a mancha que fez na minhas calças ainda hoje é visível.
Corro e estou do outro lado da praça quando um jovem, bem parecido, gigante e cabeçudo, afirma "una parella de gays ne posera nunca adoptar un nino, eso terá una tendencia negativa pera el nino"**
Olhem... passei-me, disse-lhe de tudo. Disse-lhe que em vez de se meter numa sexualidade onde não era chamado, devia era pensar se o casal compunha, ou não, um lar duradouro, se havia um ambiente digno e tranquilo, se podiam assegurar o direito à vida, à alimentação, à educação, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e se podiam proteger a criança de negligência, violência, exploração ou opressão.
Vocês não estão a ver bem o que se passou a seguir.
Era ver a banca de legumes e verduras a ser utilizada como armazém de aprovisionamento de munições. Havia tomates de todas as cores, feitios e graus de maturidade a voar por todos os lados. Eu, que até sou pacífica, aderi com um grande tomate vermelho e maduro. E todas aquelas ruas outrora brancas, se transformaram num gigantesco spaghetti bolonhesa.
No final fizémos todos as pazes, limpámos tudo e pagámos pelos prejuízos. E foi assim que se explica porque é que agora se vive um ambiente de mútuo respeito e confraternização, independentemente das tendências ou géneros sexuais. Que paneleiros são apenas as pessoas que fazem as panelas e eu assim que colocar os minúsculos todos na escola, vou propor ao PDG da empresa onde trabalhava anteriormente para trocármos de lugares e salários. Assim, na boa.

E agora, como é que coloco aqui aquela músiquinha do não sei quantos world do Louis Armstrong ?

*Anos mais tarde, Simone de Beauvoir re-utilizou esta frase, pagou-me os direitos de autor, mas esqueceu-se sempre de referir a fonte.
**Se houver nas redondezas alguém que saiba espanhol e queira corrigir esta frase... Muchas Gracias !

30 comentários:

  1. Onde é que tu compras a tua droga? Só pode ser muiiiito boa!

    :)

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  2. Mrecias uma státua ali em frente ó king's énd Quines...

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  3. Concentrem-se crianças, concentrem-se :
    Tomate vermelho (um classico neste blogue) - sexismos à parte, somos assim tão diferentes, ou são vocês que insistem ?

    Tomate verde - Adopção por parte de um casal homosexual, Oui ou non ? Pourquoi ?

    Zunga ! Acertei-te no braço esquerdo !

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  4. oh pá logo duas questões agora que nem tenho muito tempo?-deixa tentar resumir...
    até somos muito diferentes sim ...o gajo que dorme comigo nunca consegue ouvir os putos quando dorme-prova que nenhum homem consegue fazer coisas ao mesmo tempo.
    Já por outro lado os gajos miudos da casa-de noite só chamam mãe-prova que deve vir um genezinho á nascença de puro machismo.

    Quanto á segundo - sim !com tanta criança a precisar de um lar...amor , alimentos e segurança seriam muito mais felizes-

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  5. Sonia - Se atiras com jeitinho um tomate pessoal, devolvo-te outro, igualmente com jeitinho e pessoal : Acho que te andas a ser enganada. Aqui em casa o género masculino acorda as mesmas vezes que o género feminino - yes they can !

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  6. Vai na volta e safei-te. Trufas ! Um tomate cerise.

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  7. Somos diferentes sim.
    Mas não me apetece agora pôr-me aqui com teorias psicológicas.
    Não, não é só cultura. Embora essa gaja tenha um peso dos diabos (devia ir ao BL).

    Se isso significa que nunca se poderá mudar? Claro que não.
    Cá em casa eu sou adepta de "somos é os dois uns grandessíssimos seres humanos" ou lá o que é.
    Modificação de comportamentos. Conheces?

    beijo (não me atires um tomate por isto)

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  8. Pronto, ok, eu cedo, venham todas a Paris, vai-se arranjar lugar, entre a sala e a varanda caberemos todas. E vejam com os vossos olhos, vamos começar com um excursão ao mercado, com homens a fazer a bicha para comprar peixe, depois vamos aos parques infantis para verem os homens a tomar (bem) conta dos filhos, depois vamos a uma festa para ver homens a lavar a boca dos filhos, a seguir vamos todas à cozinha admirar homens a fazer o jantar e a lavar a loiça, e à noite vamos vê-los a acordar quando o bébé chora. Podem não acreditar que existem, mas que existem, existem.
    Estou ao corrente dos estudos que por ai andam a circular com percentagens astrominantes acerca da importância da genética ... não lhes dou 5 anos. Escrevam o que vos digo. Daqui a 5 anos falamos.
    Entretanto, vejam com os proprios olhos.

    Acredito que nasçamos com uma herança genética, ok (não sou completamente out), mas a força da influência da educação, do ambiente que nos rodeia, os blogues que lemos, etc, etc, etc, nos "obriga" a determinadas reacções, comportamentos. De tal forma, que nos leva a acreditar que "somos assim" e não "fomos transformados assim".

    Madame Pirulitos, olha o tomate San Marzano fresquinho !

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  9. Eu também pensava assim, mas a oportunidade de observação de dois pequenos rapazes em crescimento levou à capitulação das minhas crenças. Algumas provas:
    - Os meus filhos jogam 99% do tempo à bola, atirando-se ao chão o maior número de vezes que conseguem. E se eu sou uma mãe liberal. Comprei-lhes bonecas e uma cozinha de brincar, que, de facto, suscitaram alguma curiosidade, mas nada que se aproxime, nem de perto nem de longe, da paixão pelo esférico.
    - Quando o mais velho fez 5 anos, aluguei um espaço e ele convidou 5 meninas e 5 meninos para a festa. Passados 15 minutos, os rapazes andavam no moche no chão, enquanto as raparigas, sentadas a uma mesa, faziam joguinhos organizados, olhando-os de lado com desprezo.
    Há mais coisas nos genes, mãe capotada, do que sonha a nossa vã filosofia. Eles caçar, nós colher. Já dizia o Caveman.

    Casamento e adopção por homosexuais - SIM! Mas também aqui já sofri na prática com o liberalismo. Falámos em casa sobre o casamento entre homosexuais, não fez qualquer confusão à cabeça das crianças. Tenho, porém, algum receio do dia em que se lembrarem de ir dizer na escola, com a maior naturalidade, que quando forem grandes se calhar até vão casar com outro homem. Será que devía ter anexado logo uma lição sobre o preconceito dominante do macho latino?

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  10. Aqui em casa até é a mesma coisa, o menino é muito bola e a menina muito boneca (mas isso agora não interessa nada, porque isto não é um babyblogue. Atenção ! Ufa, ufa, que ja me descartei). Mas ainda ontem reunimos varias crianças e havia meninas a jogar à bola e meninos interessados nas bonecas...
    Acredito que haja caracteristicas da personalidades diferentes que são estimuladas ou não pelo ambiente. E depois resulta no que resulta.
    Não nego a importância da genética, acho apenas que é sobre-avaliada. Muito. Exageradamente.

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  11. Ainda sou de uma geração em que as mães educavam os filhos rapazes, para se comportarem como "homens" e as filhas raparigas para serem futuras esposas, comigo não deu muito resultado, apesar de ser casada, mas não seguindo o mesmo conceito! Hoje tento educar os meus filhos, um da cada, para serem simplesmente pessoas, com tudo o que isso representa, indiferentemente do sexo, no entanto noto que a carga que vem com eles é grande e pesada e a do meio que os rodeia é ainda maior! :-)

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  12. Eu vivo numa terra muito pequenina no Pais Basco onde toda a gente se conhece e uma vez um homem de uns 60 anos, encontrou o meu marido na rua e disse-lhe:
    - Eu bem te vi ontem a estenderes a roupa na varanda. É por causa de vocês, os jovens, que nós também tivemos que começar a lavar a loiça e a tratar da roupa em casa.

    Aqui vêem-se pais a cuidar dos filhos nos parques, a dar o lanche, a lavar a boca.

    Mas também há muitos que não o fazem.

    Aqui em casa o Pai sempre fez de tudo e é muito mais "prendado" do que eu como "dona de casa".

    Em relação aos miúdos, aqui em casa sempre houve bonecas, porque a mais velha é menina, mas é verdade que os carros e as bolas exercem sobre os mais novos (que são rapazes) um fascínio superior. No parque, por outro lado, as brincadeiras são mais equilibradas e vêem-se rapazes e raparigas a brincar juntos, com bicicletas, patins, bonecas e bolas.

    Eu acho que a genética pesa muito mas há esperança.

    O meu filho mais novo (20 meses) não sai à rua sem a sua cadeirinha de bonecas. E não a larga. Empurra-a até ao fim do mundo se for preciso.

    A minha filha mais velha (6 anos) adora princesas mas também está sempre pronta para andar às voltas com o irmão do meio pelo chão.

    E aqui vai a frase traduzida: "Una pareja de gays nunca podrá adoptar a un niño. Eso sería una mala influencia para el niño."

    Helena

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  13. Primeira pergunta: não sei.
    Ha! com esta é que ninguém contava! ;-)
    Convinha não confundir masculinidade com machismo, preguiça e comodismo.
    As diferenças masculino/feminino não se medem pelo acordar com o choro dos filhos e o lavar a louça.
    Mas não sei muito mais que isto.

    Segunda pergunta: não sei.
    Não gosto do argumento "é melhor com um casal homossexual que num orfanato", porque isso equivale a comparar um casal homossexual a um mal menor, aceitável apenas por razões de ordem prática. E há, claro, a componente social: será que temos o direito de transformar os miúdos mais frágeis (os orfãos e os abandonados) em bandeira dos direitos sociais? O que é melhor para uma criança dessas: crescer num orfanato, ou ser conhecido na escola como o filho dos maricas ou o filho das fufas?
    Se me deixassem mandar, deixava a criança escolher: se se sentir bem com um casal homossexual, pode ser adoptada por este.
    Há um filme muito engraçado sobre isso, Papa & Daddy. Conta a história de dois homens que querem adoptar, que recebem uma criança negra (que ninguém quer - vêem? pais de segunda para crianças de segunda, em termos de real politik estamos conversados) e que fazem uma ofensiva de sedução na família de acolhimento da criança, que são african-americans ultra-cristãos. Essa é uma das partes mais engraçadas do filme: o modo como a família de acolhimento descobre que aqueles "maricas" são dois homens capazes de amar, criar e educar o rapazito. Ficam todos amigos. Mas isto passa-se em San Francisco, onde há uma aceitação muito maior dessa realidade, e onde há uma probabilidade muito menor de as crianças serem perseguidas na escola pelo facto de terem pais homossexuais. Vi a apresentação desse filme num festival, e no fim apareceram o Papa e o Daddy, e traziam ao colo um bebé, irmão do primeiro, e que tinham acabado de adoptar: uma cena de imensa ternura.
    Também há documentários sobre os filhos dos casais homossexuais. Vi num deles uma reacção muito interessante: quando a filha disse às mães que era lésbica, estas começaram a chorar. Queriam que ela fosse heterossexual, para poderem provar ao mundo que uma coisa não tinha nada a ver com a outra...
    Também já li o contrário: uma associação de filhos de gays, em San Francisco, para se protegerem da pressão que os pais exercem sobre eles para que sejam também gay.
    Pelos vistos, há gente maluca em todas as orientações sexuais...

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  14. sabes eu já tou por tudo, e acredito na igualdade de direitos, se nós gajas tb queremos ganhar tanto ou mais q eles, tb acho justo eles terem filhos juntos!

    jocas

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  15. Não te atirei uym tomate, mas atirei-te um post com todo o cuidadinho.
    Aquele é só para ti.

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  16. Alexandra Durão - Fui educada em igualdade de circunstâncias com o meu irmão (mais coisa manos coisa) e mesmo que preferisse a Tucha e ele os carros, eu adorava a garagem e o circuito de corridas. Actualmente, a grande diferença devera ser que ele não usa saias. Não é machista, partilha as tarefas domésticas com a namorada e pensa como eu em muita coisa. As diferenças têm mais a ver com a personalidade do que com o género. Claro que não me vou agora pôr aqui a nega a genética e a sua importância, acho apenas, que no que diz respeito à diferença entre os sexos ela não é assim tão grande como muitas revistas, mentalidades, discursos querem fazer crêr.

    Anonima Helena - Muchas Gracias pela tradução. Parece-me que estamos basicamente de acordo (ou interpretei mal?): a genética existe, mas não é tudo.

    Helena -
    1 - Mas é exactamente ai que reside o problema, o perigo. Ao exagerar-se as diferenças cai-se muitas vezes no machismo/femininismo. No dia em que nos limitarmos ao meramente genético e excluirmos todas a pressões educativas e sociais, deixarei de bater no ceguinho.
    2 - Quando defendo a adopção por parte dos casais homosexuais, estou a pensar primeiro nas crianças e depois nos adultos. Até posso chegar a imaginar algo horrivel "e se forem meus filhos?" Preferia que estivessem num lar com amor, equilibrio... (tudo o que escrevi no post) ou num orfanato ? Claro que preferia o lar equlibrado, que lhe desse o que precisa para crescer feliz, bem acompanhado. Queria la saber da tendência sexual dos pais ou o que pessoas mal formadas poderiam vir a pensar. Em relação à pressão em relação à escolha sexual das crianças, claro, que não devia haver, nem as que tu exemplificas, nem a de um casal hetero que reprime a homosexualidade da criança.

    Mãe (q.b.) - Eu não estou por tudo, atenção. Uma coisa é reclamarmos igualdade, outra é adopção. Coloquei tudo no mesmo post, mas não coloco no mesmo saco.

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  17. Duchess - Ora, ora... até me fazes descapotar um bocadinho..

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  18. Tu no fundo no fundo és uma sentimental.

    :)

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  19. O jornal i publica hoje uma reportagem do NY Times (http://www.nytimes.com/2011/02/13/fashion/13Cultural.html) sobre a teoria económica aplicada ao casamento. Achei interessante porque me parece que as sugestões fazem sentido. Mas o artigo, escrito por uma mulher, é basicamente dirigido às mulheres (parece-me). E identifica uma série de diferenças entre homens e mulheres. Começa com a história de um marido que pede desculpa à mulher porque não acabou de preencher a matrícula do infantário da filha. Ela aproveita para lhe dizer que podia ser mais organizado, ouvir melhor, fazer várias coisas ao mesmo tempo (esta é coisa tipicamente feminina - não consigo encontrar nenhum homem que trate da roupa enquanto está a fazer o jantar e que pelo meio ainda vá dar banho ao miúdo) e que nunca mais monta a estante que se comprometeu a montar... O segredo da teoria económica apliada ao casamento é que para motivar alguém a acabar de preencher os papéis de uma matrícula (por exemplo) não se deve chatear, mas motivar, elogiar, dar confiança... Eu dou por mim a fazer uma série de coisas de que não gosto particularmente sem que ninguém me incentive. Faço porque tenho de fazer. Os homens precisam de incentivos para fazerem o mesmo que nós fazemos, ou estarei errada? (este texto já vai um pouco longo e já nem sei se é bem um comentário ao post se ao facebook)...

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  20. Duchess - às vezes no fundo, às vezes à flor da pele. E por falar em pele, vai um tomate pelado ?

    Charlotte - Podes, por favor, verificar o nome da jornalista ? Vê la se não é CB, ou Carrie Bradshaw, o la o que é ... a parte das dicas até pode ser valida (o teu link não funcionou...estou a falar de cor. Sou muito boa nisto) mas é-o para todos os géneros, não achas ?
    E em relação ao mito multitasks feminino... OMG, va, venham todas à tal excursão. Vão ver homens a fazer varias coisas ao mesmo tempo, mulheres (eu...) que gostam de se concentrar numa coisa de cada vez, senão dispersam, homens organizados e meticulosos (existem profissões que requerem este tipo de requisitos, que são ocupadas por homens e tudo corre bem).
    O que receio com este tipo de artigos é o feminismo exagerado, o "as mulhores é que são boas e tal"... opa, não posso concordar. Somos, na minha pequena e doméstica teoria, mesmo iguais, depois ha os que são mais limitados pelo meio ambiente e outros mais estimulados. Pode ter com genética, pode ter com o meio, tem muito pouco a ver com o sexo.

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  21. Ainda acerca da economia economica aplicada aos casais, e desta vez sem puxar a brasa à minha sardinha anti-sexista, acredito que haja muitos modelos economicos que são interessantes para serem analisados e aplicados, adaptados à vida familiar, não apenas do casal, mas nas relações mãe/pai-filhos. Afinal, de uma certa maneira somos uma "empresa" com um fim comum e é pena estarmos tantas vezes condenadas ao improviso puro e total.

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  22. Eu acho que somos mesmo diferentes e não tem só a ver com a educação ou valores absorvidos na cultura em que vivemos.Acho também que são essas diferenças que levantam, entre outros, o problema da comunicação entre casais, regra geral, quando acontecem são sempre os mesmos.

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  23. a jornalista é Jenny Anderson. O link é: http://www.nytimes.com/2011/02/13/fashion/13Cultural.html?_r=1
    Não achei que o artigo estivesse a querer mostrar que as mulheres é que são boas e tal. Se calhar o problema é mesmo meu - eu é que penso que as mulheres é que são boas e tal. Se calhar eu é que sou multitask e o verdadeiro problema é que não gosto de ser. Logo não devia ser e ponto, em vez de achar que o outro é que devia ser como eu não gosto de ser. Ora bolas, atirem-me tomates mas é a mim.

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  24. Mamã do Principe Pipoca - Que problemas são sempre os mesmos, que não haveria entre pessoas do mesmo sexo ?

    Charlotte - Ser Multitask é uma virtude (acho eu), não vai ser por isso que vais levar um tomate. Pronto, vou retentar o link e ja venho aqui falar com conhecimento de causa.

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  25. Problemas daqueles que os homens não falam e as mulheres falam, porque será que assim numa primeira abordagem (sem estudos, só senso comum) me parece que há mais blogues de autoras femininas que masculinos? Não será porque temos mais facilidade para falar sobre nós e o que nos apoquenta? A maioria dos homens prefere não discutir o problema enquanto que para as mulheres é essencial fazê-lo. Eu tenho amigas e desabafo com elas (mesmo sexo) os homens não têm tanta facilidade em fazê-lo, eu acho que nos é intrínseco a nós e a eles. Somos diferentes.

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  26. eu diria mais: aquilo que para uma mulher é um problema, para um homem não é. Também por isso é que falamos/desabafamos tanto. Mas eu nem devia dizer mais nada, que já capotei nesta discussão.

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  27. bem, bem... a minha avó está-me sempre a dizer para não gabar o meu homem em público, mas pronto vou abrir uma excepção para vossas mercês :PP
    é um homem do norte, minhoto, de família conservadora mas "bem família", o resultado é que me calhou um multi-task-guy de mão cheia. ele cozinha, passa, dá banho, põe a dormir, veste, despe e faz tudo bem melhor do que eu!!! eu que sempre vi o meu pai chegar e sentar-se!

    ele faz tudo, mas sou sempre eu que me levanto quando ela perde o raio da chupeta e chora com tosse.

    e pronto, vou activar o seguro contra roubo da minha posse :P

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  28. Parece-me que a diferença é eles terem pilinha e nós pipis, não é? De resto, somos todos pessoas, certo? É disso que se está aqui a falar, não é? Ou eu estou lerda de todo?
    Bom, tenho de ir, o pai dos meus filhos (de dois deles, pelo menos) já fez o jantar e está à minha espera.

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  29. Calita - My point exactly, em todo o caso andamos la perto.

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